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sexta-feira, 20 de junho de 2008

As recordistas

As crianças brasileiras são as que mais ficam diante da TV. O levantamento foi feito pelo instituto de pesquisa Eurodata TV. Entre os países pesquisados estão Brasil, Estados Unidos, Indonésia, Itália, África do Sul, Espanha, Reino Unido, França e Alemanha. Segundo o estudo, as crianças brasileiras (de 4 a 11 anos) assistem em média a 3 horas e 30 minutos de TV ao dia. A Alemanha ficou com a menor média diária, 33 minutos.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O que seu filho assiste...

E se alguns clássicos personagens de histórias em quadrinhos e desenhos animados infantis envelhecessem e, atualmente, aparentassem visualmente sua idade editorial?

O resultado seria o mostrado na imagem ao lado. A ilustração foi apresentada em um artigo publicado na edição de maio da revista Spirit Magazine, distribuída nos vôos da companhia norte-americana de aviação Southwest Airlines.

No texto, o jornalista Winston O'Grady narra sua maratona de 24 horas assistindo a desenhos animados na TV, a fim de saber o que as crianças andam vendo nos canais dedicados a elas.


Além de explanar considerações sobre o abismo (com exceções) entre a adequação de conteúdo das produções antigas e as atuais - que mostram o quanto as crianças estão sendo bombardeadas por valores contrários aos que aprendem em casa - o artigo leva o leitor a uma desconcertante verdade: o público infantil de hoje desconhece ou não gosta das animações clássicas que marcaram a infância de seus pais e avós.


Isso deve explicar o que, munido de detalhados gráficos publicados por institutos de pesquisas, O'Grady mostra no texto: a maior fatia de investimento publicitário para crianças e tweens (faixa etária entre a infantil e a adolescente) está no canal Nickelodeon, cuja programação abrange apenas produções contemporâneas.

Em segundo lugar na preferência dos anunciantes vem o Cartoon Network, que exibe atrações novas e antigas. Na penúltima colocação da lista ficou a Disney, com seus desenhos animados tradicionais.

Ou seja, a força de Super Mouse, Pernalonga, Popeye, Mickey Mouse e de grande parte de outros personagens que por décadas vinham caindo nas graças das crianças já não é mais a mesma. A geração 2000 tratou de descartar essa galeria, sem a menor piedade.

Como a imensa maioria das atrações dos programas infantis na televisão do Brasil é, por tradição, composta de produções dos Estados Unidos, esses dados podem ser facilmente aplicados à realidade do País.

Na enquete que o site UOL Crianças está realizando, essa constatação fica clara. Para a pergunta "Desenhos animados: Qual deveria virar filme live action?", são apresentadas 23 opções. Mas somente sete se referem a criações com mais de 20 anos de existência - o mais antigo é o cão Snoopy. Até o fechamento desta nota, Naruto e Cavaleiros do Zodíaco lideravam a votação.

Pelo menos uma exceção pode ser notada no Brasil. Episódios clássicos de O Pica-Pau têm feito sucesso na TV Record desde 2006, quando a série entrou na programação da emissora e virou fenômeno de audiência, embora uma significativa queda nos últimos meses - resultante do desgaste das reprises - tenha forçado mudanças nos horários e dias de exibição durante a semana. Mas faltam registros concretos sobre a real maioria do público do desenho animado, que tem atraído adultos saudosistas ao mesmo tempo em que está despertando o interesse dos telespectadores mirins.


Rejuvenescido diante das novas gerações, o Pica-Pau teve a chance de mostrar que as animações antigas ainda garantem uma boa dose de diversão.

Por outro lado, os personagens "fisicamente" envelhecidos que o artigo de Winston O'Grady usou de forma criativa para mostrar o quanto eles ficaram ultrapassados podem até parecer divertidos. Mas, para os fãs veteranos, de tão contundente a imagem passa a impressão de que é assim mesmo como as crianças os vêem hoje.


* Texto de
Marcus Ramone, publicado originalmente no site Universo HQ (achei o artigo, no mínimo, interessante e por isso decidi compartilhá-lo com você. Vale dar uma olhada no artigo original que inspirou texto de Marcus, na página da revista Spirit Magazine)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Proteção à criança

A televisão brasileira, desde julho de 2007, adota um novo sistema de informação para classificar seus programas, em cumprimento à Portaria nº 1.220 do Ministério da Justiça, que atende aos termos nos caput do art. 74 da Lei 8.069, de 11 de julho de 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A nova lei tem como finalidade informar aos pais a idade mínima recomendada a cada programa antes de eles entrarem no ar. As emissoras ainda são obrigadas a seguir uma grade horária para apresentar alguns conteúdos. De acordo com as novas regras, a programação entre as 7h e 19h é livre, ou seja, é permitida para todas as idades. A partir das 20h, fica restrita para jovens acima de 12 anos, e das 21h em diante, a idade limite é 14 anos. Já a partir das 22h, os programas só são permitidos para maiores de 16 anos e, a partir das 23h, somente para maiores de 18 anos.

Desde que entrou vigor, os canais precisam colocar em suas atrações os símbolos indicativos no canto da tela, mostrando restrições para conteúdos permitidos para crianças de 10 e 12 anos e adolescentes de 14, 16 e 18. Haverá também indicação quando o programa for livre. As TVs por assinatura não estão sujeita às regras de horários. Elas apenas precisam informar qual é a classificação da atração exibida, mas não têm de seguir os horários especificados à TV aberta, visto que os pais têm a liberdade de escolher os programas que desejam assinar. Os programas jornalísticos, esportivos e a publicidade em geral também não estão sujeitas à classificação.

Para esclarecer os pais e o telespectador, o Ministério da Justiça lançou na época um manual com tira-dúvidas e com os símbolos obrigatórios. Essa cartilha pode ser encontrada online no site da Andi (Agência Nacional dos Direitos da Criança). O endereço é bem bacana e traz informações diversas sobre o assunto, como folders para downloads, além de diversos outros temas relacionados à criança e de como protegê-la de conteúdos audiovisuais inadequados. Vale sua visita.


(shirley paradizo)



Fonte: Andi

sexta-feira, 16 de maio de 2008

TV engorda?

Recentemente, a Universidade de Havard, nos EUA, fez uma pesquisa que relaciona a falta de sono e o uso excessivo da TV leva à obesidade em bebês e crianças. Os pesquisadores descobriram que crianças que dormem menos de 12 horas e assistem à TV mais de duas horas por dia têm 16% de chances de ficarem obesos. Já o risco aquelas que dormem mais e assistem menos à TV é de apenas 1%. O estudo, realizado com 915 crianças e publicado na revista especializada Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine, sugeriram que a falta de sono pode aumentar o risco de problemas com o peso, pois estimula os hormônios que influenciam o apetite, levando as crianças a comerem mais. Além disso, o maior tempo em frente à telinha leva à maior exposição a propagandas de junk food, piorando a dieta dos pequenos. Apesar da revelação, os estudiosos afirmam que ainda é preciso realizar mais pesquisar para se chegar a uma conclusão definitiva. Por enquanto, eles aconselham aos pais retirarem os aparelhos dos quartos dos pimpolhos e encorajarem uma melhor qualidade do sono.

Fonte: G1